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domingo, 17 de janeiro de 2016

Homem bomba do momento, Cerveró pode reescrever capítulos das biografias de três ex-presidentes

Desde o início da operação lava jato a imprensa anucia, a cada movimento da PF, que um homem bomba esta prestes a confessar seus crimes e entregar meio mundo que possa ter sido beneficiado pelo esquema gigantesco de corrupção descoberto dentro da Petrobras. O foco já esteve em Paulo Roberto Costa, Pedro Barusco, Marcelo Odebrecht, Léo Pinheiro, Delcídio do Amaral e uma infinidade de nomes que podem levar as barras da justiça federal outros nomes nunca antes imaginado na história deste escândalo.

As minunciosas perícias nos telefones de Léo Pinheiro podem produzir alguns estrondos na direção do Planalto, mas nada tem assustado mais o Governo petista do que os depoimentos atribuídos ao ex-diretor da área internacional da Petrobras, Nestor Cerveró. As declarações podem causar arronhões profundos no Governo Dilma, ou até mesmo mudar capítulos inteiros da biografia do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A divulgação recente de trechos do depoimento, em delação premiada, do ex-diretor da Petrobras e da BR Distribuidora Nestor Cerveró, no qual cita pagamentos de propina e distribuição de cargos das estatais a partidos e políticos, provocou a divulgação de diversas notas públicas com negações de que tais fatos sejam verídicos. Renan Calheiros foi um dos alvos, prontamente negou que tenha participado das reuniões mencionadas por Cerveró e reiterou que já prestou as “informações requeridas”, mas continua à disposição para “quaisquer novos esclarecimentos”. 

A parte do depoimento de Cerveró que recebeu atenção especial da imprensa mundial, é a que cita o ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo Cerveró, Lula era-lhe grato por ter ajudado a quitar um empréstimo do PT de R$ 12 milhões e, por isso, o colocou no cargo de diretor financeiro da BR Distribuidora, em 2008. 

O empréstimo do PT havia sido contratado pelo pecuarista José Carlos Bumlai com o Banco Shahin e Cerveró teria sido decisivo para que Lula e o PT se livrassem da dívida.

Por nota, o Instituto Lula disse que o ex-presidente já prestou todos os esclarecimentos à Polícia Federal referentes a esse assunto. Ouvido na condição de informante – “já que não é investigado e sequer foi arrolado como testemunha na chamada Operação Lava Jato” – Lula afirmou que Cerveró foi nomeado diretor da Petrobrás e da BR Distribuidora por indicação de partido da base aliada, segundo a nota. O instituto negou, ainda, que Lula tenha tido qualquer relação pessoal com Cerveró, bem como qualquer sentimento de gratidão por ele.

Fernando Collor que parece estar enrolado até o pescoço no esquema de corrupção, também foi citado por Nestor Cerveró, Collor rechaçou as declarações do delator e assim como Lula disse não ter mais nada a dizer sobre o caso e que confia na justiça para esclarecer a realidade dos fatos.

Até Fernando Henrique Cardoso mereceu lembranças de Nestor Cerveró e logo se apressou em classificar, por meio de uma rede social, de vagas as afirmações do delator e que nada tem a esconder da nação. O ex-presidente disse que o intuíto desta delação é apenas confundir as investigações e não esclarecer o que realmente ocorreu em termos de corrupção.
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